Arquivo | Março, 2015

37.MINHAS MEMÓRIAS – EXPOSIÇÃO 2º PISO MUSEU DOS CTT

14 Mar

Rua de D. Estefânia entre Abril de 1983 e Maio de 1985

Meio suporte ação:

Grito gesto manifesto mensageiro

Som fumo torre pombo-correio caminheiro

Arte epigrafia traço signo desenho cor

Pergaminho papiro papel tradutor

Luz farol ótica semáforo informação

Sopro tubo pneumático telegrama condução

Expressão dor alegria comunicação.

(Pensamento ara 2014)

Começamos pela Sala chamada “posto” por sugestão com os postos dos correios. Tinha 3,85×2,60 m2 e funcionava também como local de repouso dos visitantes. Apresentava essencialmente venda de materiais: postais, livros, diapositivos relacionados com a exposição de comunicações, tecnologias e organização de serviços. Aproveitava-se a decoração das paredes para a representação hierárquica das principais funções e serviços dos CTT, através de um organograma, no qual podia localizar-se o Museu, dependente diretamente do CA – Conselho de Administração dos CTT;

Sala de introdução histórica (8,50×6,00 m2). Além de uma série de espécimes de telecomunicações e do correio, esta sala exibia miniaturas referentes a equipamentos de grandes dimensões, tais como viaturas e ambulâncias ferroviarias postais e aviões.

Numa parede em frente de quem entrava podia observar-se uma sequência de figuras que, só por si, apresentavam uma panorâmica dos principais sistemas de transmissões de mensagens, através dos tempos. Este painel continha uma síntese bem conseguida da História dos Correios Telecomunicações e Faróis. Os Guias (Agentes/Monitores de Exposição) serviam-se destes painéis de imagens para melhor e mais facilmente introduzirem os visitantes no mundo dos Correios e Telecomunicações. Os visitantes podiam recolher aqui as primeiras impressões e informação;

Sala de filatelia: Expunha os espécimes referentes a este setor do Museu: Marcas de dia, carimbos, espécimes de numismática e medalhística e selos de correio num expositor de gavetas, recolhendo-se estes expositores, sempre que não estivessem a ser observados. Conseguia-se assim a tripla função: a) diminuição do espaço necessário para expor milhares de espécimes, b) melhor conservação, especialmente contra os raios ultravioletas; c) proteção contra roubos;

Sala de recetáculos postais e outras peças com 5,40×2,65 m2. Vários modelos de receptáculos eram apresentados, inclusivamente alguns de outros países. O símbolo da União Postal Universal (UPU), uma representação do globo terrestre em latão, à volta do qual figuram pessoas de vários continentes a passar mensagens escritas entre si, como num abraço fraternal (1). Além destas peças destacava-se um expositor com tampa de vidro em V, situado no centro da sala, contendo uma série de postais com valor etnográfico regional proporcionando uma mostra dos hábitos e trajes populares da região de Lisboa (2);

Gabinete da conservadora-chefe e sala de reuniões com 8,70×3,00 m2.

Gabinete da conservadora-chefe e sala de reuniões com 8,70×3,00 m2.

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(1)  Simbolo/bandeira da União Postal Universal. Não se trata da imagem da peça tridimensinal exposta no ex. Museu dos CTT, hoje no Museu das Comunicações mas de uma imagem bidimensinal, acedida pela Wikipédia in http://pt.wikipedia.org/wiki/Uni%C3%A3o_Postal_Universal.

(2) Esteve prevista a criação de Delegações do Museu dos CTT no Porto, Faro e Regiões Autónomas. Aspiração que na realidade não passou do papel, algumas exposições pontuais e temporárias nessas localidades. A área das comunicações e especialmente a de telecomunicações desenvolveu-se muito nos últimos 30 anos, havendo patrimónios consideráveis para se poder voltar ao desiderato. Urge, pois, tornar este desejo/intenção num projeto de Museu Nacional das Comunicações com núcleos onde se justifiquem para a divulgação dos acervos e desenvolvimento das capacidades turísticas das Regiões e Localidades. (cf. ANCIÃES,  Alfredo Ramos in http://cumpriraterra.blogspot.pt/2014/02/para-um-museu-nacional-dos-media-e-das.html)

Fontes auxiliares:

ANCIÃES, Alfredo Ramos – O Museu dos CTT. Lisboa: Arquivo UNL, 1988/1989. Disponível também em Arquivo do Grupo dos Amigos do Museu das Comunicações.

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