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61. UM PERCURSO D`ÁGUAS: PATRIMÓNIOS IMATERIAIS E TANGÍVEIS – DA ROMANIDADE À ATUALIDADE

3 Jan

          Nota prévia: poderá aceder a todas as imagens no post com o seguinte endereço: –»» http://museologiaporto.ning.com/profiles/blogs/percurso-d-guas-patrim-nios-imateriais-e-tang-veis-da-romanidade

Da Igreja de São João do Lumiar ao coração de Lisboa, passando por Odivelas, Caneças, Belas e Carenque procurando uma interpretação dos patrimónios imateriais e tangíveis.

MOMENTO I A Força da água na vida espiritual e corporal

A Igreja de São João do Lumiar fica situada no Largo São João Baptista, 1600-760 Lumiar – LISBOA. Esta Igreja tem dois oragos: São João Batista e Santa Brízida ou Brígida. Ambos os oragos estão relacionados com a água, daí o iniciar este percurso na Igreja/Largo de São João Batista, ao Lumiar.

Uma das descrições de S. João Batista, primo de Jesus Cristo. É «Aquele que batiza em água», sendo que S. João Batista batizou o próprio Cristo nas águas do Rio Jordão.

Algumas citações sobre João Batista:

No Evangelho de São Mateus: 3,11 Eu [João Batista] batizo-vos em água para vos mover ao arrependimento; mas Aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu e não sou digno de Lhe levar as sandálias. Ele [Jesus Cristo] batizar-vos-á com o fogo do Espírito Santo.

       Em São Lucas: 3,16 – João [Batista] disse-lhes a todos: «Eu batizo-vos em água, mas vai chegar Quem é mais poderoso do que eu, Alguém cujas correias das sandálias não sou digno de desatar. Batizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo».

       Em São João [o Evangelista]: 1,26 – João [Batista] respondeu-lhes: «Eu batizo em água; mas, no meio de vós, encontra-se Alguém que não conheceis; 1,27 – Aquele que vem depois de mim; e eu não sou digno de desatar a correia da Sua sandália». 1,28 – Isto passou-se em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava a baptizar. 1,33 – E eu não O conhecia [refere-se a Jesus Cristo], mas Aquele que me enviou a batizar em água, é que me disse: «Aquele sobre Quem vires o Espírito descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo.

       Em  São Marcos: 1,8 – «Eu [João Batista] batizarei em água, mas Ele batizar-vos-á no Espírito Santo».

       Nos Atos dos Apóstolos: 1,5 – «Porquanto João [Batista], batizava em água, mas dentro de pouco tempo, vós sereis baptizados no Espírito Santo».

Na reconstrução desta Igreja entram vestígios manuelinos mas pode classificar-se mais propriamente nos estilos maneirista e barroco. Antes da reconstrução já existia outro templo, pois encontram-se ali encastradas e legendadas as três sepulturas referentes aos cavaleiros Hibérnios (da atual Irlanda) que, segundo a tradição e algumas fontes, trouxeram, no tempo de D. Dinis, a relíquia de Santa Brízida, destinada ao mosteiro de Odivelas. Porém, e milagrosamente, segundo algumas descrições e a lenda popular, a relíquia preferiu ficar no Lumiar, estando os restos depositados na igreja local.

Sendo este templo votado, em especial, a São João Batista, a sua imagem encontra-se ali num altar com 8 degraus. O número 8 está ali velado nos 8 degraus. Não será por acaso. O próprio padre João Caniço, numa entrevista in loco, respondendo à minha questão sobre o significado revelou-me tratar-se efetivamente duma referência à Maçonaria, pois esta Organização tem o número 8 como um dos mais simbólicos e tem ainda São João Batista em particular devoção.

       Santa Brízida ou Brígida

Também de importância particular no universo da cultura céltica é Santa Brízida que, segundo algumas interpretações, terá sido uma antiga deusa pagã convertida ao cristianismo e tornada santa. Há ali, na igreja do Lumiar, vários patrimónios, materiais e imateriais, associados a esta santa, internacionalmente venerada no Lumiar. A relação desta santa com São João Batista e com a água não é despropositada:

Primeiro –

Ambos são venerados no Lumiar. A São João Batista foi-lhe cortada a cabeça, bem como a Santa Brízida. A cabeça desta Santa ficou, milagrosamente no Lumiar quando os três cavaleiros hibérnios (também sepultados na igreja) a trouxeram para Portugal no ano de 1283, reinando D. Dinis.

Legenda na sepultura:

«AQUI NESTAS TRES SEPVLTURAS IAZÊ[M] ENTERADOS OS TRES CAVAL.ros / IBERNIOS Q[UE] TOVXERÃ[M] A CABECA DA B~E[M] AV~[E]NTURADA S. BRIZIDA VIR / G~E[M] NATVRAL DIBERNIA CUIA RELIQVIA ESTA NESTA CAPELA P[AR]A MEMO / RIA DO QVAL HOS OFICIAIS DA MESA DA B~E[M] AVENTURADA S. MÃODA / RÃO FAZER ESTE E~[M] IAN[EI]RO DE 1283»

Segundo –

Santa Brízida é protetora do mundo rural, não só dos animais, como dos pastores, do sol e do fogo; associada também à luz, à água e à fertilidade. Durante vários séculos no Lumiar e em Telheiras do termo da freguesia do Lumiar se fizeram romarias com gado e procissões a pedir proteção e chuva.

Invoca-se a proteção de Santa Brígida, nomeadamente para que não falte água. A imagem pictórica de Santa Brígida tem junto a si dois recipientes, o inferior virado para a Terra e o superior virado para o Céu.

MOMENTO II – Caneças

Com imagem de um cântaro no escudo de armas e bandeira da vila de Caneças é constituído pela iconografia relativa à presença de água. Uma bilha vermelha representa a água, o barro e a vida, envolvido com ramos de hera cuja planta está associada à simbologia da imortalidade e à força da vida vegetal.

Das cinco fontes que conhecemos em Caneças, apenas incluímos aqui a denominada “Fontainhas”. Por sinal é uma das que apresenta menos decoração. É a que está mais acessível ao público e tem significado para a cidade de Lisboa. Do lado oposto, apenas separado pela estrada, está situado o tanque das lavadeiras, tão conhecidas em Lisboa, inclusivamente pela voz de Amália Rodrigues.

       «Dos fregueses a conduta /  é pela roupa que se prova. / Mas lavada e bem enxuta / até fica como nova. Com Lisboa sem vaidade / a saloia pede meças. / Há mais burros na cidade / do que há burros em Caneças! […]». Extrato  “As Lavadeiras de Caneças” na revista a Rambóia, 1928. in http://jepleuresansraison.com/2009/12/23/amalia-1967-as-lavadeiras-de-canecas/

Na decoração do acesso às Fontainhas podemos encontrar várias imagens bidimensionais em nichos nas paredes, representando as cenas do fornecimento de água, produtos, transportes e animação relacionados com Lisboa. Estas imagens iconográficas revelam valor etnográfico, respeitante à primeira metade do século XX.

MOMENTO III – Vestígios da barragem romana e da Águas Livres

Por aqui se encontram edifícios e aquedutos que vão juntar-se a outros da parte ocidental de Caneças, Olival Santíssimo e outros ainda a jusante, seguindo quase paralelos à ribeira do sopé de Caneças, Casal e Serra da Silveira. Mais adiante estas nascentes e ribeira tomam o nome de Ribeira de Carenque.

Junto à estrada EN250, encontram-se os restos arqueológicos da Barragem Romana. Construída há cerca de 1750 anos, no século III, e cerca de 1500 antes das obras denominadas Águas Livres.

Ambas as estruturas, romanas e das Águas Livres, foram executadas para o fornecimento de água a Lisboa. Na altura da barragem o acesso do caudal à capital seria feito por Santo André, junto à Graça evitando, assim, a obra quase faraónica do aqueduto das Águas Livres em Alcântara. Contudo a barragem romana constituía uma inovação até mesmo em relação às Águas Livres do século XVIII/XIX pois o reservatório em barragem garantiria um caudal regular entre as várias épocas do ano.

Os vestígios da barragem romana encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público. Para lá desta classificação existe uma proposta da CM Sintra a fim de incluir os terrenos outrora abrangidos pela barragem. Consta que várias estruturas e vestígios do aqueduto das Águas Livres estão sobrepostos às antigas fundações romanas que seguiam o mesmo percurso ou muito próximo.

Na realidade encontrei vários pontos dos aquedutos onde a edificação é bem discernível, entre uma camada superior e outra inferior, como se de duas fases bem distintas no tempo e/ou na técnica se tratasse. Contudo não tenho a certeza se a camada inferior é efetivamente romana. De qualquer modo, a estrutura executada no século XVIII terá aproveitado muitos materiais líticos e partes do aqueduto romano, seguindo de perto a ribeira de Belas, Carenque e Amadora.

Tags: Águas Livres, barragem romana, Belas, Caneças, Carenque, Lisboa, Lumiar, património imaterial, património tangível, Santa Brízida ou Brígida, São João Batista.

 Fontes:

-Anciães, Alfredo Ramos; Janeira, Ana Luisa et al. Lisboa Entre Águas e Manufacturas. Lisboa: CML, iniciativa do Departamento do Património Cultural, colaboração de Marcas das Ciências e das Técnicas por altura do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.- Resumo in Agenda Cultural de Lisboa, Abril, 20o9

-Bíblia Sagrada – Lisboa: Difusora Bíblica (Missionários Capuchinhos), 1984

-Fernandes, Júlio Cortez – Notas de aulas de Património Local em Universidade Sénior de Massamá e Monte Abraão, 2015/2015

-Nunes, Gabriela – Lisboa guarda segredos milenares. Santa Brígida, uma deusa céltica no Lumiar. Lisboa: Apenas Livros, 2011

Em linha–»

-Anciães, Alfredo Ramos – Pelos Trilhos do Conhecimento: Lisboa Entre patrimónios e Águas Livres  http://comunidade.sol.pt/blogs/alfredoramosanciaes/archive/2009/03/20/PELOS-TRILHOS-DO-CONHECIMENTO_3A00_-LISBOA-ENTRE-PATRIM_D300_NIOS-E-_C100_GUAS-LIVRES.aspx

-Guedes, Gustavo – Significado dos símbolos  http://www.significadodossimbolos.com.br/busca.do?simbolo=Hera

-Junta de Freguesia de Caneças – Vila de Caneças, brasão de armas e bandeira http://www.ahbvc.pt/Canecas.htm ; http://www.ahbvc.pt/Canecas.htm

-Portal de Portugal / Wikimedia – Caneças https://pt.wikipedia.org/wiki/Cane%C3%A7as

Rodrigues, Amália (intérprete); Magalhães, Xavier de (letra); Freitas, Frederico de (música) – “As Lavadeiras [de Caneças]” . Executada inclusivamente no Olympia de Paris  in http://jepleuresansraison.com/2009/12/23/amalia-1967-as-lavadeiras-de-canecas/  ;  https://www.youtube.com/watch?v=9KNQWlVuSvY. Veja também http://aofundodaminharua1.blogspot.pt/2013/12/lavadeiras-de-canecas-da-revista.html ; http://porbase.bnportugal.pt/ipac20/ipac.jsp?session=1NO12801Y5069.415182&profile=porbase&uri=link=3100018~!1145936~!3100024~!3100022&aspect=basic_search&menu=search&ri=1&source=~!bnp&term=Freitas%2C+Alice%2C+ca+19–&index=AUTHORenu=search&ri=1&source=~!bnp&term=Freitas%2C+Alice%2C+ca+19–&index=AUTHOR

52.ALÔ CARNIDE ALÔ LISBOA: APROVEITE AS FESTAS E FEIRA TRADICIONAL DE NOSSA SENHORA DA LUZ

8 Set

Carnide é uma freguesia do concelho de Lisboa, situada a noroeste da capital, junto a Benfica, S. Domingos e Lumiar. Outrora considerada termo da capital e com ela relacionada como zona agrícola de quintas, palácios e conventos.

Animação no Largo da Luz, setembro de 2015

Parte de antigas funções cessaram mas podem ainda ser sentidas a partir das azinhagas, quintas, celeiros arqueológicos, igrejas, casario tradicional, exibições de marchas, folclore e teatro.

O nome de Carnide vem, possivelmente, do Celta(1). Segundo os estudos do professor Luís Ribeiro Soares em História das Mentalidades do Pré-clássico à Idade Média, antes da Idade de Cristo já havia uma zona da Europa chamada Estrímnia ou Oestriminis (do grego = extremo oeste), referida por Estrabão, geógrafo, historiador e filósofo turco de ascendência grega.

Imagem na Igreja de Nossa Senhora sobre o 550 aniversário do milagre da luz

Na Estrímnia foram detetadas culturas diversas, mas com pontos comuns, entre as faixas que envolviam territórios da zona mediterrânica e atlântica, nomeadamente a Península Ibérica, Bretanha Francesa, Grã-Bretanha e Ibérnia, atual Irlanda (SOARES: 1984/1985). Nestas faixas de influência marítima desabrocharam culturas celtóides. Estas culturas revelam-se, também, em Carnide, Lumiar e Odivelas onde existe uma coroa de referências pagãs comuns (MORAIS: 2011) prosseguidas e em parte modificadas pela religião, ou religiões: dos Templários, Espírito Santo, Ordem de Cristo/Catolicismo e Maçonaria.

Nesta faixa territorial a noroeste de Lisboa existe ainda a Igreja de São João do Lumiar (ligada ao culto dos Templários) e de Santa Brígida que se presume de origem celta, também associada ao fogo e à luz (há quem diga que era uma deusa) cujas marcas permanecem na arquitetura e nas relíquias devocionais da igreja.

Em Carnide, no Largo da Luz, desenvolveu-se um centro religioso e uma feira que prevalece na atualidade, durante o mês de Setembro, com diversos produtos, desde: louças variadas (a preços incríveis), vestuário, utilitários para casa, ferramentas, animação e restauração.

A boa cozinha, desde o largo da Luz, estende-se a diversos restaurantes no Centro Histórico, onde servem: O Naco na Pedra e a picanha, o cabritinho, as migas alentejanas, a posta mirandesa, polvo, besugos, mexilhões, bacalhau, cherne e pargo. Para sobremesa, o folhado de Carnide, sericaia, pudim abade de priscos, doce de abóbora, entre vários outros pratos.

Aproveite para rever, no casco histórico, várias imagens que serviram de cenário à novela “Poderosas”. O sucesso desta novela deve-se também aos pormenores captados em Carnide.

Interior da Igreja da Luz

A nível de assistência religiosa pode encontrar aconchego em vários locais, nomeadamente nas Igrejas: de Nossa Senhora da Luz, Antigo Seminário da Luz ou dos Franciscanos, São Lourenço, Nossa Senhora de Fátima (Bairro Padre Cruz) e nas Capelas de: Santa Teresa – Confraria de S. Vicente de Paulo, Nossa Senhora das Descobertas (Centro Comercial Colombo), Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, Irmãs do Bom Pastor e Hospital da Luz.

No mês de Setembro pode visitar a fonte antiga e ex-ermida que estão sob a atual Igreja, por sua vez associadas à lenda, ou milagre de Pedro Martins. Se necessitar peça informações na sacristia. Durante cerca de um mês, Pedro Martins, que fora aprisionado, possivelmente por piratas na costa algarvia, ou marroquina, teve visões de uma Senhora resplandecente de luz, a partir do cárcere em Marrocos. A Senhora disse a Pedro Martins que o libertaria das amarras e o faria chegar a Carnide onde deveria procurar no bosque, hoje Largo da Luz, uma imagem.

Rezam as crónicas que o vidente chegou milagrosamente a Carnide e procurou logo, em 1464, construir a ermida pedida pela Senhora, para acolher a imagem que se encontrava escondida, junto à fonte.

Lago no Largo da Luz envolvido pela festa e feira

O episódio de Nossa Senhora da Luz e do milagre foi primeiro relatado por Frei Roque do Soveral (natural de Sernancelhe / Terras do Demo) em 1610. Desde 1464 as memórias correram de boca em boca paralelamente ao desenvolvimento do culto. Seguiu-se a construção de um novo complexo religioso e de assistência aos pobres. Trata-se do santuário de Nossa Senhora da Luz – Infanta D. Maria, com Hospital (hoje Colégio Militar) cuja primeira pedra foi lançada em 1575. A conclusão ocorreu em 1610.

Consta que no corpo central da igreja existiam figuras alusivas ao cidadão e vidente Pedro Martins com as algemas que trouxera do cárcere. Infelizmente o grande terramoto de 1755 destruiu esta iconografia, bem como grande parte do templo. Este templo acabou por ser reconstruído, mas apenas na parte da capela-mor e do transepto. Contudo, restam várias pinturas em estilo moderno/maneirista, incluindo o painel central do retábulo-mor, onde figura Pedro Martins.

Imagem da fonte interior da ex-ermida sob a atual Igreja de Nossa Senhora da Luz

A estatuária da igreja também merece uma visita, bem como a pintura do lado esquerdo do transepto onde figura o retábulo de São Bento com um retrato de D. Manuel I e da sua filha, Infanta D. Maria, a célebre namorada platónica de Luís Vaz de Camões. Esta infanta que patrocinou o complexo da Luz, também ali se encontra sepultada em campa rasa, conforme à sua vontade.

Há ainda quem recorra a este santuário e fonte para curas de pele e da vista. As visitas a Carnide são muito confortáveis para o corpo e a alma, juntando referências do melhor de dois mundos, o moderno e o tradicional. Setembro é o mês de excelência, não perca uma visita, sobretudo ao Largo da Luz onde se realiza a feira e animação.

Pormenor do vasto painel azulejar de José de Guimarães

Este complexo – Santuário de Nossa Senhora da Luz e Hospital anexo – deu origem ao nome Estádio da Luz, bem como a diversa toponímia no envolvimento. Se o leitor não é do Benfica e não é encarnado, delicie-se com outras cores e outros patrimónios da freguesia, desde o vasto e significativo conjunto azulejar, junto à estação do Metro e Igreja de São Lourenço. Esta banda iconográfica de José de Guimarães é muito representativa da história e do espírito que Carnide sugere, também a partir do próprio significado etimológico da localidade (cf. ANCIÃES: 2013).

Portal da ex-ermida e fonte de Nossa Senhora da Luz

O traçado urbano e de caraterísticas rurais, como as antigas azinhagas, a arquitetura e a tradição têm aqui os seus atrativos. Viu-se recentemente nas gravações para a novela da SIC “Poderosas”; Vê-se nas várias Marchas de Carnide, na festa e na feira de Nossa Senhora da Luz, especialmente durante o mês de Setembro. Carnide espera por si.

Tags: Carnide, Lumiar, Odivelas, Marrocos, Pedro Martins, Nossa Senhora da Luz, São João do Lumiar

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(1)O prefixo Car = pedra; lugar onde existe pedra, com a qual se edificaram construções. Há contudo mais explicações para a origem do nome.

Fontes:

-ANCIÃES, Alfredo Ramos – Alma e Luz de Carnide. Lisboa: Apenas Livros, Ldª, 2013

-ARAÚJO, António de Sousa – O Santuáriod a Luz – Glória de Carnide. Braga: Livraria Editora Paz Ldª; Paróquia de Carnide, 1977

-MORAIS, Gabriela – Lisboa Guarda Segredos Milenares: Santa Brígida, Uma Deusa Céltica no Lumiar. Lisboa: Apenas Livros Ldª, 2011

-SOARES, Luís Ribeiro – Anotações de aulas da Disciplina “História das Mentalidades [do pré-clássico à] Idade Média”. Lisboa: Universidade Livre. 1984/1985

-SOVERAL, Frei Roque do – Historia do insigne aparecimento de Nª Srª da Luz e suas obras. Lisboa: 1610

Em linha

-ANCIÃES, Alfredo Ramos – Comunicação da II visita a Carnide Terra da Tentação Luz e Remissão – post1 –  http://museologiaporto.ning.com/profiles/blogs/35-comunica-o-da-2-visita-a-carnide-passo-i ;

———— Carnide: Comunicação da II visita com o Grupo de Amigos do Museu das Comunicações – post 2 –  http://museologiaporto.ning.com/profiles/blogs/46-46-carnide-comunica-o-da-ii-visita-com-o-grupo-de-amigos-do

-Celtas, Lusitanos e culturas celtóides –http://textosfixes.blogspot.pt/2010/03/lusitanos_22.html

-Estrabão – https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrab%C3%A3o

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hisp%C3%A2nia

-Cenários das Gravações da novela “Poderosas” http://sicblogue.blogs.sapo.pt/as-poderosas-em-gravacoes-com-fotos-2062754

Hispânia (Península Ibérica) – http://espanhaglamour.blogspot.pt/2008/10/hispnia.html

Hispânia Ulterior e Citerior ou o extremo Oeste do Mundo Antigo

-Lusitânia segundo Estrabão – http://malomil.blogspot.pt/2012/11/lusitania-de-estrabao.html

-Pré-Celtas, Celtas ou Oestriminis (“Extreme West”) – https://pt.wikipedia.org/wiki/Lugar_das_Pedrinhas

-Poderosas Sinopse http://sic.sapo.pt/Programas/poderosas/2015-04-14-Poderosas—Sinopse

-SILVA, Bruno dos Santos – Introdução aos Estudos sobre a Geografia de Estrabão http://www.fflch.usp.br/dh/leir/marenostrum/marenostrum-v1-2010/marenostrum-ano1-vol1-p71-83.pdf