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52.ALÔ CARNIDE ALÔ LISBOA: APROVEITE AS FESTAS E FEIRA TRADICIONAL DE NOSSA SENHORA DA LUZ

8 Set

Carnide é uma freguesia do concelho de Lisboa, situada a noroeste da capital, junto a Benfica, S. Domingos e Lumiar. Outrora considerada termo da capital e com ela relacionada como zona agrícola de quintas, palácios e conventos.

Animação no Largo da Luz, setembro de 2015

Parte de antigas funções cessaram mas podem ainda ser sentidas a partir das azinhagas, quintas, celeiros arqueológicos, igrejas, casario tradicional, exibições de marchas, folclore e teatro.

O nome de Carnide vem, possivelmente, do Celta(1). Segundo os estudos do professor Luís Ribeiro Soares em História das Mentalidades do Pré-clássico à Idade Média, antes da Idade de Cristo já havia uma zona da Europa chamada Estrímnia ou Oestriminis (do grego = extremo oeste), referida por Estrabão, geógrafo, historiador e filósofo turco de ascendência grega.

Imagem na Igreja de Nossa Senhora sobre o 550 aniversário do milagre da luz

Na Estrímnia foram detetadas culturas diversas, mas com pontos comuns, entre as faixas que envolviam territórios da zona mediterrânica e atlântica, nomeadamente a Península Ibérica, Bretanha Francesa, Grã-Bretanha e Ibérnia, atual Irlanda (SOARES: 1984/1985). Nestas faixas de influência marítima desabrocharam culturas celtóides. Estas culturas revelam-se, também, em Carnide, Lumiar e Odivelas onde existe uma coroa de referências pagãs comuns (MORAIS: 2011) prosseguidas e em parte modificadas pela religião, ou religiões: dos Templários, Espírito Santo, Ordem de Cristo/Catolicismo e Maçonaria.

Nesta faixa territorial a noroeste de Lisboa existe ainda a Igreja de São João do Lumiar (ligada ao culto dos Templários) e de Santa Brígida que se presume de origem celta, também associada ao fogo e à luz (há quem diga que era uma deusa) cujas marcas permanecem na arquitetura e nas relíquias devocionais da igreja.

Em Carnide, no Largo da Luz, desenvolveu-se um centro religioso e uma feira que prevalece na atualidade, durante o mês de Setembro, com diversos produtos, desde: louças variadas (a preços incríveis), vestuário, utilitários para casa, ferramentas, animação e restauração.

A boa cozinha, desde o largo da Luz, estende-se a diversos restaurantes no Centro Histórico, onde servem: O Naco na Pedra e a picanha, o cabritinho, as migas alentejanas, a posta mirandesa, polvo, besugos, mexilhões, bacalhau, cherne e pargo. Para sobremesa, o folhado de Carnide, sericaia, pudim abade de priscos, doce de abóbora, entre vários outros pratos.

Aproveite para rever, no casco histórico, várias imagens que serviram de cenário à novela “Poderosas”. O sucesso desta novela deve-se também aos pormenores captados em Carnide.

Interior da Igreja da Luz

A nível de assistência religiosa pode encontrar aconchego em vários locais, nomeadamente nas Igrejas: de Nossa Senhora da Luz, Antigo Seminário da Luz ou dos Franciscanos, São Lourenço, Nossa Senhora de Fátima (Bairro Padre Cruz) e nas Capelas de: Santa Teresa – Confraria de S. Vicente de Paulo, Nossa Senhora das Descobertas (Centro Comercial Colombo), Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, Irmãs do Bom Pastor e Hospital da Luz.

No mês de Setembro pode visitar a fonte antiga e ex-ermida que estão sob a atual Igreja, por sua vez associadas à lenda, ou milagre de Pedro Martins. Se necessitar peça informações na sacristia. Durante cerca de um mês, Pedro Martins, que fora aprisionado, possivelmente por piratas na costa algarvia, ou marroquina, teve visões de uma Senhora resplandecente de luz, a partir do cárcere em Marrocos. A Senhora disse a Pedro Martins que o libertaria das amarras e o faria chegar a Carnide onde deveria procurar no bosque, hoje Largo da Luz, uma imagem.

Rezam as crónicas que o vidente chegou milagrosamente a Carnide e procurou logo, em 1464, construir a ermida pedida pela Senhora, para acolher a imagem que se encontrava escondida, junto à fonte.

Lago no Largo da Luz envolvido pela festa e feira

O episódio de Nossa Senhora da Luz e do milagre foi primeiro relatado por Frei Roque do Soveral (natural de Sernancelhe / Terras do Demo) em 1610. Desde 1464 as memórias correram de boca em boca paralelamente ao desenvolvimento do culto. Seguiu-se a construção de um novo complexo religioso e de assistência aos pobres. Trata-se do santuário de Nossa Senhora da Luz – Infanta D. Maria, com Hospital (hoje Colégio Militar) cuja primeira pedra foi lançada em 1575. A conclusão ocorreu em 1610.

Consta que no corpo central da igreja existiam figuras alusivas ao cidadão e vidente Pedro Martins com as algemas que trouxera do cárcere. Infelizmente o grande terramoto de 1755 destruiu esta iconografia, bem como grande parte do templo. Este templo acabou por ser reconstruído, mas apenas na parte da capela-mor e do transepto. Contudo, restam várias pinturas em estilo moderno/maneirista, incluindo o painel central do retábulo-mor, onde figura Pedro Martins.

Imagem da fonte interior da ex-ermida sob a atual Igreja de Nossa Senhora da Luz

A estatuária da igreja também merece uma visita, bem como a pintura do lado esquerdo do transepto onde figura o retábulo de São Bento com um retrato de D. Manuel I e da sua filha, Infanta D. Maria, a célebre namorada platónica de Luís Vaz de Camões. Esta infanta que patrocinou o complexo da Luz, também ali se encontra sepultada em campa rasa, conforme à sua vontade.

Há ainda quem recorra a este santuário e fonte para curas de pele e da vista. As visitas a Carnide são muito confortáveis para o corpo e a alma, juntando referências do melhor de dois mundos, o moderno e o tradicional. Setembro é o mês de excelência, não perca uma visita, sobretudo ao Largo da Luz onde se realiza a feira e animação.

Pormenor do vasto painel azulejar de José de Guimarães

Este complexo – Santuário de Nossa Senhora da Luz e Hospital anexo – deu origem ao nome Estádio da Luz, bem como a diversa toponímia no envolvimento. Se o leitor não é do Benfica e não é encarnado, delicie-se com outras cores e outros patrimónios da freguesia, desde o vasto e significativo conjunto azulejar, junto à estação do Metro e Igreja de São Lourenço. Esta banda iconográfica de José de Guimarães é muito representativa da história e do espírito que Carnide sugere, também a partir do próprio significado etimológico da localidade (cf. ANCIÃES: 2013).

Portal da ex-ermida e fonte de Nossa Senhora da Luz

O traçado urbano e de caraterísticas rurais, como as antigas azinhagas, a arquitetura e a tradição têm aqui os seus atrativos. Viu-se recentemente nas gravações para a novela da SIC “Poderosas”; Vê-se nas várias Marchas de Carnide, na festa e na feira de Nossa Senhora da Luz, especialmente durante o mês de Setembro. Carnide espera por si.

Tags: Carnide, Lumiar, Odivelas, Marrocos, Pedro Martins, Nossa Senhora da Luz, São João do Lumiar

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(1)O prefixo Car = pedra; lugar onde existe pedra, com a qual se edificaram construções. Há contudo mais explicações para a origem do nome.

Fontes:

-ANCIÃES, Alfredo Ramos – Alma e Luz de Carnide. Lisboa: Apenas Livros, Ldª, 2013

-ARAÚJO, António de Sousa – O Santuáriod a Luz – Glória de Carnide. Braga: Livraria Editora Paz Ldª; Paróquia de Carnide, 1977

-MORAIS, Gabriela – Lisboa Guarda Segredos Milenares: Santa Brígida, Uma Deusa Céltica no Lumiar. Lisboa: Apenas Livros Ldª, 2011

-SOARES, Luís Ribeiro – Anotações de aulas da Disciplina “História das Mentalidades [do pré-clássico à] Idade Média”. Lisboa: Universidade Livre. 1984/1985

-SOVERAL, Frei Roque do – Historia do insigne aparecimento de Nª Srª da Luz e suas obras. Lisboa: 1610

Em linha

-ANCIÃES, Alfredo Ramos – Comunicação da II visita a Carnide Terra da Tentação Luz e Remissão – post1 –  http://museologiaporto.ning.com/profiles/blogs/35-comunica-o-da-2-visita-a-carnide-passo-i ;

———— Carnide: Comunicação da II visita com o Grupo de Amigos do Museu das Comunicações – post 2 –  http://museologiaporto.ning.com/profiles/blogs/46-46-carnide-comunica-o-da-ii-visita-com-o-grupo-de-amigos-do

-Celtas, Lusitanos e culturas celtóides –http://textosfixes.blogspot.pt/2010/03/lusitanos_22.html

-Estrabão – https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrab%C3%A3o

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hisp%C3%A2nia

-Cenários das Gravações da novela “Poderosas” http://sicblogue.blogs.sapo.pt/as-poderosas-em-gravacoes-com-fotos-2062754

Hispânia (Península Ibérica) – http://espanhaglamour.blogspot.pt/2008/10/hispnia.html

Hispânia Ulterior e Citerior ou o extremo Oeste do Mundo Antigo

-Lusitânia segundo Estrabão – http://malomil.blogspot.pt/2012/11/lusitania-de-estrabao.html

-Pré-Celtas, Celtas ou Oestriminis (“Extreme West”) – https://pt.wikipedia.org/wiki/Lugar_das_Pedrinhas

-Poderosas Sinopse http://sic.sapo.pt/Programas/poderosas/2015-04-14-Poderosas—Sinopse

-SILVA, Bruno dos Santos – Introdução aos Estudos sobre a Geografia de Estrabão http://www.fflch.usp.br/dh/leir/marenostrum/marenostrum-v1-2010/marenostrum-ano1-vol1-p71-83.pdf

49. “ALGARVE D`ALÉM MAR” – ANOTAÇÕES DE UMA VIAGEM

5 Ago

Marrocos, tal como Portugal, têm uma localização relativamente privilegiada no novo mundo em globalização. Ambos são países de entrada e de saída, pelo Mediterrâneo e pelo Atlântico.

Outra característica comum aos dois países é revelada pelos traços culturais onde vivem povos com relações históricas que produziram importante miscigenação, para lá dos negócios, guerra, resgates, pirataria e lendas de belas mouras encantadas e encantadoras.

Existem, ainda, muitos traços genéticos em comum entre os dois povos. De igual modo são evidentes as marcas culturais na origem da língua portuguesa. Alguns milhares de vocábulos são provenientes de povos árabes que se mesclaram com mouros/berberes, lusitanos e outros povos originários ou que passaram pela Península Ibérica. (1)

A distância aérea de Lisboa a Casablanca é de apenas 594 km, com voos diretos de cerca de uma hora ou pouco mais. E se considerarmos a distância aérea entre Faro e Marrocos, via Ceuta, podemos alcançar África e vice-versa em apenas duzentos e tais quilómetros, sensivelmente a mesma distância de Lisboa ao Porto.

O percurso também pode ser realizado de carro, tendo apenas de permeio o estreito de Gibraltar. Esperamos que um dia, no presente século, a travessia possa ser feita por rodovia ou ferrovia através de túnel submarino entre a Península Ibérica e África.

Sobre o Guia que acompanhou a família da Associação Beselguense das Terras do Demo e de Magriço:

De nome Jamal, culto, formado em filologia e estudos hispano-árabes, expressando-se muito bem em castelhano, sabendo usar alguns termos em português. Compreendia quase tudo o que dizíamos na lingua lusa. Perguntei-lhe o que achava da situação atual de relações exteriores e dos conflitos entre o mundo árabe e o cristão ou entre o mundo árabe e o dito mundo ocidental, ao que me respondeu:

-“A raiz dos problemas no Próximo e Médio Oriente e em algumas outras partes do mundo, envolvendo extremistas e o Exército Islâmico, está na política americana dos Bushes, em especial do Bush filho. Eles foram-se meter com o Iraque, vindos de longe. Não estavam sequer em causa reivindicações de territórios ou delimitações de fronteiras. Foi uma agressão gratuita ao mundo islâmico. Estamos todos a pagar a fatura dessa política. O nosso Rei e o Povo marroquino não querem aqui disputas destas influências negativas”.

Marrocos e Portugal:

Somos os mais característicos filhos do “Al Andaluz”, que significa o Ocidente ou Península Ibérica, quando o povo de civilização árabe se fixou em parte da Europa do Sul, África do Norte, Península Arábica, Médio Oriente/Ásia Ocidental.

Acrescentei que Marrocos é, do ponto de vista geofísico, mais ocidental que Portugal Continental, temos a mesma hora oficial e uma herança comum de séculos. Utilizamos alguns milhares de vocábulos com a mesma raiz árabe; as mulheres portuguesas usavam, na quase totalidade, até há poucas décadas, um adereço a envolver a cabeça. Atualmente o lenço ainda é uma peça de distinção nos trajes etnográficos. Temos um espólio de lendas mouras de mulheres de encanto e de tesouros escondidos, deixados pelos mouros, mas a tradição considera, ao mesmo tempo, que a descoberta desses tesouros pode envolver maldição.

O distintivo do Estado marroquino apresenta alguns paralelos com o português do Estado Novo. Nós tínhamos como divisa “Deus, Pátria e Família”, aliado a um modelo de Concordata com a Santa Sé. Por seu lado, o povo marroquino tem um modelo centrado em Deus(ALÁ), Pátria e Rei. Não obstante a islamização da sociedade, o Rei é a melhor garantia da paz e relações com o mundo ocidental. Ele preside diretamente ao Ministério de Assuntos Islâmicos, um órgão estatal da maior importância. A tolerância recíproca com povos que respeitam o islão são uma caraterística deste país que soube democratizar o poder com uma revisão pacífica da Constituição em 2011.

“A monarquia é o pilar institucional de Marrocos. O primeiro artigo da Constituição estipula uma legitimidade estabelecida há séculos: «Marrocos é uma monarquia constitucional, democrática e social”» e o lema do país é: «Deus [ALÁ], Pátria e Rei». O rei é o «Comandante dos Crentes», o Comandante dos Fiéis, e na comunidade islâmica tem uma autoridade moral.” (cf. http://blog_real.blogs.sapo.pt/as-monarquias-monarquia-de-marrocos-…).    

No ultimo dia útil em Marrocos o grupo “Associação Beselguense” foi agraciado surpreendentemente com um jantar e muita animação na Casa das Musas/“Chez Ali” de Marraquexe. Envolveu  receção com cavaleiros trajados. Durante a especial refeição, que contou, entre outros atrativos, com o carneiro, couscous – prato de origem berbere/marroquino; vários grupos desfilaram com sons, trajes e cantares.

Cavalos e cavaleiros atuaram na arena, exibindo seus dotes, fazendo-nos lembrar a Arte e o  “Livro  da Ensinança de Bem Cavalgar Toda a Sela” de D. Duarte que, por sinal, foi Rei de Portugal, do Algarve e Senhor de Ceuta.

As apresentações equestres (agora no campo de amizade) acompanhadas com armas e rajadas de fogo recordaram-nos as lutas de outrora entre a mourama e cristãos.

Durante as viagens e a estadia ocorreram três casos que nos impressionaram:

1-Numa das ruelas da Medina de Fez, plena de vendedores e turistas, fizemos uma compra paga com 50  €uros. Por lapso, deram-nos o troco apenas até cinco euros. Com a confusão de pagar em moeda europeia, e receber a demasia em divisa local, não reparámos no lapso. E não é que o jovem vendedor, ao aperceber-se, passados alguns minutos, “furou” entre a multidão à procura da pessoa que fez a compra, para desfazer o engano e devolver o dinheiro recebido em excesso!

2-Outro conterrâneo deu conta que lhe faltava a carteira onde tinha documentos importantes e algum dinheiro. Após várias buscas descobriram que a carteira não tinha ficado no quarto do hotel. Tinha sim ficado perdida no 4×4 que nos levara até ao deserto de Merzouga-Erfoud. Passado um dia, a carteira foi achada e devolvida ao proprietário que entretanto já se encontrava noutra cidade e hotel a várias centenas de quilómetros.

3-Nos últimos momentos, em subida para o autocarro que nos levaria ao aeroporto de regresso a Lisboa, verificámos a falta de um relógio de estimação. Falámos  com o Guia, que nos deu autorização para voltar à receção e pedir que nos deixasse ir rapidamente ao quarto do hotel. A rececionista atendeu-nos cordialmente e  informou-nos que já haviam ido ao quarto, nada tendo encontrado. Pelo sim pelo não, entregou-nos, delicadamente, um cartão com os contactos do hotel para telefonarmos posteriormente. Eles devolveriam o achado se fosse encontrado. Já em Portugal verificámos que a pulseira do relógio se havia aberto aquando do transporte das malas e caído para dentro de um saco de mão.

Em conclusão: Os objetos perdidos ou esquecidos foram recuperados, contando com a honestidade e amabilidade das pessoas com quem comunicámos.  A história de “Ali Babá e dos 40 ladrões” do mundo árabe e islâmico não parece condizer com o povo que encontrámos. Nada se extraviou e o percurso foi pleno de experiências e conhecimentos.

P.S. Em próximo post abordaremos, em pequenas notas, outros pontos de vista: traje, tradição, animais domésticos, projetos, arte, política, religião, simbologias, relações com Portugal, factos históricos; lenda que deu origem à devoção e ao santuário de Nossa Senhora da Luz de Carnide-Lisboa, expandindo-se por outras partes do mundo, tendo porém, começado em Marrocos.

(1) Atualmente as principais línguas do reino de Marrocos são: o árabe na versão marroquina, aprendido nas escolas. O francês é também estudado e utilizado sobretudo em famílias de estratos populacionais com mais recursos, nos negócios com o exterior e no turismo de origem ocidental. O castelhano, o português (ou portinhol) e o italiano também são bastante escutados nos espaços comerciais e turísticos.

Fontes:

-Al Andalus ou Al-Andaluz  – https://pt.wikipedia.org/wiki/Al-Andalus

-Civilização Árabe – https://www.google.pt/?gws_rd=ssl#q=civiliza%C3%A7%C3%A3o+%C3%A1rab…

-História de Marrocos – http://www.marrocos.com/historia/historia-marrocos/; https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Marrocos;

-Marrocos Distância aérea – http://www.adistanciaentre.com/pt/distancia-aerea; entre-lisboa-e-casablanca/AereaHistoria/5433.aspx http://www.adistanciaentre.com/pt/mapa-de-lisboa-para-casablanca/MapaHistoria/5433.aspx; http://www.adistanciaentre.com/pt/distancia-entre-distrito-de-faro-e-ceuta-espanha/DistanciaHistoria/102702.aspx, http://www.adistanciaentre.com/pt/distancia-entre-distrito-de-faro-e-tangier-morocco-via-cadiz/DistanciaHistoria/124271.aspx;

-Marrocos informação localização geografia – http://www.marrocos.com/informacoes/localizacao-geografica/;